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Blog do Márcio NoticiasBlogDESTAQUESAna Lúcia envia carta pedindo apoio a vereadores antes de depoimento

Ana Lúcia envia carta pedindo apoio a vereadores antes de depoimento

A vereadora Professora Ana Lúcia Rodrigues (PDT) enviou um memorial de autodefesa aos colegas da Câmara Municipal de Maringá para rebater as acusações do Processo Disciplinar que responde na casa. O documento chega logo antes do depoimento da parlamentar à comissão processante, marcado para esta terça-feira (8), passo decisivo antes da elaboração do relatório final que vai definir o futuro do mandato dela. No texto, Ana Lúcia afirma que o processo não passa de retaliação de um ex-assessor exonerado, nega qualquer irregularidade e pede que o plenário julgue a denúncia com responsabilidade.

A defesa da vereadora apoia a versão em depoimentos de dez testemunhas e em um laudo de perícia técnica. Sobre a acusação de desvio de salários, a famosa “rachadinha”, Ana Lúcia destaca que nem o próprio denunciante descreveu qualquer conduta do tipo. Ela apresentou comprovantes de Pix mostrando que os depósitos iam direto para a conta oficial do PDT de Maringá como contribuição partidária estatutária. A tesoureira da sigla e assessores confirmaram que o dinheiro mantinha a sede do partido e que quem não pagava não sofria nenhuma punição.

Em relação à denúncia de assédio moral, a defesa sustenta que o gabinete apenas cobrava assiduidade, horário e cumprimento de tarefas. As testemunhas ouvidas disseram que nunca viram episódio de assédio e classificaram a postura do ex-servidor como insubordinação. O mesmo vale para o suposto uso da estrutura da Câmara para fins particulares, algo que a vereadora nega, alegando que todas as tarefas eram voltadas exclusivamente para a comunicação do mandato e ações institucionais.

O memorial também rebate a ideia de que teria existido uma oferta para o assessor “receber sem trabalhar”. Segundo o documento, quando o ex-servidor foi avisado da exoneração no início de maio, recebeu um plano de trabalho para a transição. Como se recusou a cumprir as tarefas, a exoneração foi efetuada no próprio dia 5 de maio, evitando qualquer pagamento indevido ou prejuízo aos cofres públicos. Para fechar, a perícia nos áudios apresentados pela acusação apontou falhas graves: o gravador original não foi entregue e os arquivos enviados por e-mail e nuvem tinham alterações de estrutura, o que quebrou a chamada cadeia de custódia da prova. Com o depoimento da vereadora nesta terça, a comissão processante entra na fase final para decidir se pede a cassação ou o arquivamento do caso.

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